Obama anuncia a morte de Osama bin Laden
2 MAI 2011 • POR • 11h27
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou na madrugada desta segunda (2) (horário de Brasília) a morte do líder da rede terrorista Al Qaeda, Osama bin Laden, quase dez anos depois dos atentados de 11 de Setembro, liderados por ele.
A imprensa americana começou a veicular a morte do homem mais procurado do mundo no final da noite deste domingo (1º). A confirmação oficial veio momentos depois, na voz do presidente.
- Hoje, sob minhas ordens, os Estados Unidos lançaram uma operação contra aquele complexo, em Abbottabad, no Paquistão. Um pequeno grupo de americanos coordenou a operação com extrema habilidade e capacidade. Nenhum americano ficou ferido, eles [militares] tomaram cuidado para não haver vítimas civis. Depois de um tiroteio, eles mataram Osama bin Laden e tomaram a custódia de seu corpo.
Em um discurso emotivo, dirigido ao povo americano e transmitido ao vivo para o mundo inteiro,Obama relembrou o drama das famílias de pessoas mortas durante os atentados de 11 de setembro de 2001.
- Há quase dez anos, sofremos o pior ataque de nossa história. Um dia que nunca sairá de nossa memória. Hoje, para as famílias que perderam alguém na guerra ao terror, podemos dizer que a justiça foi feita.
Ataques mataram quase 3.000 pessoas
Cerca de 3.000 pessoas morreram nos ataques, em que terroristas sob o comando de Bin Laden sequestraram quatro aviões de passageiros em território americano. Dois deles foram jogados sobre as Torres Gêmeas, na época os edifícios mais altos e imponentes de Nova York. Outro avião mergulhou sobre o Pentágono, a sede do comando militar dos Estados Unidos.
Um quarto avião caiu em uma área rural no Estado da Pensilvânia, depois de os passageiros terem lutado contra os sequestradores para tentar retomar o controle da aeronave.
A ação da Al Qaeda, saboreada como uma vitória por Bin Laden, levou os EUA - na época governado por George W. Bush - a duas grandes guerras, no Iraque e no Afeganistão, que provocaram a morte de outros milhares de americanos.
Karla Lyara/R7