MSRepórter - Notícias de Campo Grande-MS
23/05/2017
18 de dezembro de 2013 às 17h45 | Rural

Vendas de adubos caminham para mais um recorde

No curto prazo, no mercado interno, os preços de fertilizantes tendem a sofrer pressão de baixa com a menor demanda comum neste período do ano

Por: Leide Laura Meneses\Fonte: Valor Online

As vendas de fertilizantes caminham para um novo recorde neste ano no mercado brasileiro. Até novembro, a comercialização atingiu 29,13 milhões de toneladas, um aumento de 5,2% em relação a igual intervalo de 2012. No mês passado, as entregas do produto ao consumidor final desaceleraram um pouco e cresceram 2,2% sobre novembro de 2012, para 2,849 milhões de toneladas, de acordo com dados divulgados ontem pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda).

Em todo o ano passado, foram comercializadas 29,537 milhões de toneladas, um resultado histórico que deverá ser ultrapassado este ano. Consultorias e representantes do segmento estimam que as vendas tendem a alcançar entre 30,5 milhões e 31 milhões de toneladas.

E isso porque, em 2013, os produtores do Centro-Oeste não anteciparam as compras de adubos para o plantio da segunda safra de milho, como nos últimos meses do ano passado, observa Carlos Eduardo Florence, diretor-executivo da Associação dos Misturadores de Adubos (Ama-Brasil). "Vamos ver como será a demanda no 1º trimestre", disse.

A produção nacional de adubos, de acordo com a Anda, somou 743,323 mil toneladas no mês passado, uma retração de 15,6% sobre novembro de 2012. Nos primeiros onze meses de 2013, a produção foi de 8,601 milhões de toneladas, recuo de 3,9% sobre igual intervalo de 2012.

Com a produção recuando, é natural o aumento das importações de fertilizantes intermediários, que somaram 20,146 milhões de toneladas no acumulado deste ano, um crescimento de 11,7% ante o mesmo período de 2012.

No curto prazo, no mercado interno, os preços de fertilizantes tendem a sofrer pressão de baixa com a menor demanda comum neste período do ano, avalia Rafael Ribeiro de Lima Filho, analista da Scot Consultoria. Segundo ele, as cotações devem ganharhttp://cdncache-a.akamaihd.net/items/it/img/arrow-10x10.png firmeza nas primeiras semanas de janeiro, quando começa a aumentar a demanda pelos adubos.

 

Comente esta Noticia
Notícias Relacionadas