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26/07/2017
06 de março de 2017 às 14h15 | Trânsito

Prefeitura já tapou 38 mil buracos e recuperou 19 quilômetros de via

O balanço mostra que nesta primeira etapa a Prefeitura investiu mais R$ 10,1 milhões

Por: PMCG
Divulgação/PMCG

A Prefeitura de Campo Grande, nos dois primeiros meses da atual gestão, tapou 38.377 buracos, que alinhados em linhas reta, equivale a recuperação de quase 19 quilômetros de vias públicas, exatos 18,91 km. Desde a retomada do tapa-buraco, o número de frentes de serviço aumentou de sete para 20 e ainda neste mês, deve ser ampliado para 30. Isto será possível com investimento de R$ 20 milhões, assegurado pelo convênio firmado com o Estado, que vai repassar R$ 10 milhões e contrapartida no mesmo valor por parte do município.

O balanço divulgado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos mostra que nesta primeira etapa do serviço a Prefeitura investiu mais R$ 10,1 milhões, sendo R$ 4,655 milhões na aquisição de 13 mil toneladas de CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente) e R$ 5,446 milhões pago às empresas pelo serviço prestado. Em janeiro foram tapados 19.899 buracos e no mês passado, 18.478.

Há equipes em todas as regiões urbanas da cidade, onde o trabalho é feito nas vias de maior fluxo de trânsito. No Aero Rancho, um dos bairros mais populosos da cidade,  duas equipes trabalharam nas ruas Raquel Queiroz e Santa Quitéria, vias que concentram boa parte do comércio, além de serem os principais corredores do transporte coletivo.

“Foi um alívio ver a chegada das equipes. Isto aqui estava um queijo suíço”, conta o motorista William Rodrigues, morador na Santa Quitéria. Na sexta-feira foi recuperado o asfalto na Rua Abrão Julio Rahe, em frente do Condomínio Eudes Costa, onde na semana passada a enxurrada tinha levado parte do asfalto.

Segundo os engenheiros da Secretaria, o tapa-buraco custa em média R$ 74,26 o metro quadrado. Está sendo seguida a mesma metodologia adotada pelo DNITT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte Terrestre) na manutenção das estradas federais. Nos trechos mais críticos, o asfalto antigo é removido (a chamada fresagem), a base refeita e compactada, aplicando-se três centímetros de pavimento para recompor a pista.

“Em alguns locais, o pavimento está tão comprometido que é feito praticamente um recapeamento de quase meia quadra”, explica o supervisor do Serviço de Manutenção de Vias Públicos, Edvaldo Aquino. Ele menciona entre tantos locais onde o trabalho teve  dimensão maior que o de um tapa-buraco, um na Rua 13 de Maio a partir do cruzamento com a Avenida Ernesto. O serviço se estendeu por 3 dias, inclusive com interdição da pista. A mesma técnica foi usada ao longo das Avenidas Manoel da Costa Lima; Gury Marques, Rua Sergipe, Minas Novas (nas Moreninha).

Na Rui Barbosa, a partir da Rua Tonico Barbosa, o pavimento afundou por causa de problemas na drenagem. Antes de fechar a cratera, foi prefeitura refazer parte da tubulação e reconstruir o poço de visita. Esta não foi uma situação isolada, se repetindo em locais onde se usou tubulação de PVC na drenagem.

Nestes dois meses de retomada do  tapa- buraco  choveu muito, principalmente em janeiro, e isto, naturalmente,  prejudicou o serviço. “Algumas semanas, as equipes só conseguiram trabalhar três dias”, pontuou o secretário Rudi Fiorese. Ele lembra que com o excesso de umidade, a cada chuva surgem novos buracos, alguns perto de trechos onde asfalto foi remendado recentemente. Isso ocorre porque boa parte do asfalto da cidade tem mais de 20 anos e já está fora do prazo de validade.

Outro obstáculo enfrentado nas primeiras semanas de janeiro foi relacionado a problemas com o fornecimento de CBUQ,  porque havia um pequeno saldo de contrato a executar.  A atual gestão teve que concluir o processo de licitação, que desde setembro do ano passado dependia de parecer da Procuradoria Geral do Município para ter continuidade e ser concluído. A homologação do processo só foi feita em 11 de janeiro.

Em todas as frentes o serviço das empresas é acompanhado por fiscais da Secretaria  de Infraestrutura, que  medem o tamanho do buraco, fazem o registro fotográfico do antes e depois do remendo, além de conferir a quantidade de material asfáltico aplicado. “Onde se constata algum problema, a empreiteira é notificada e, se for o caso, refaz tudo, sem custo adicional para a Prefeitura”, assegura o secretário. Este procedimento foi adotado na Avenida Rachid Neder, esquina com a Rua  Padre João Crippa. Parte do asfalto foi arrastado pela chuva, dias depois que o tapa-buraco tinha sido feito.

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