MSRepórter - Notícias de Campo Grande-MS
25/04/2017
15 de outubro de 2015 às 17h13

Apresentando Pitaco de Pai

Por: Cássio Resende

Sejam todos muito bem-vindos a este novo espaço onde vou dar diversos ‘Pitacos’ e vamos falar de temas variados que irão auxiliar aos homens que são pais de “primeira viagem”, e que não têm uma mamãe por perto, para lidar com os pequenos.

Vou compartilhar as experiências do dia a dia com o pequeno Lucas, mas antes acho melhor me apresentar para que vocês conheçam um pouco mais de mim e fiquem familiarizados com a minha história. Sou pai de um menino chamado Lucas.

Meu nome é Cássio e tenho 35 anos. Ao me separar, em abril de 2014, dei de cara com uma realidade muito nova para mim, cuidar sozinho de um menino (lindo) de apenas 2 anos e 5 meses e dar ‘conta do recado’ sem ajuda de ninguém – isso na época, era muito importante para que eu pudesse mostrar a mim mesmo que eu a iria conseguir.

Mesmo sendo um pai presente, no primeiro dia só meu e dele, confesso que fiquei um pouco perdido. Só sabia que precisava alimentá-lo e trocar a fralda de tempos em tempos (isso eu podia perceber quando olhava a fralda e ela estava cheinha de pipi). Quando o dia terminou e ele adormeceu, deitei em um colchão ao lado da cama em que ele dormia e percebi que eu estava exausto. Minha cabeça e meu corpo só tinham um pensamento: Pronto, cheguei inteiro ao final do primeiro dia!

Como o Lucas já era um espoleta, a minha sensação é de que deveria proporcionar a ele, naquele dia e em tantos outros que viriam pela frente, somente diversão. Achava que isso estava condicionado a uma relação de um pai que cuida sozinho de um filho.

Por ter passado por tantos questionamentos e dúvidas, durante este um ano e três meses em que convivo todas as quartas-feiras, finais de semanas e feriados alternados com o Lucas, foi que resolvi compartilhar com tantos outros pais que estão na mesma situação toda essa vivência.

Vamos falar de assuntos dos mais variados. Teremos ajuda de profissionais da psicologia, do direito e da saúde para construir um espaço totalmente voltado para os papais. Então sintam-se a vontade porque, a partir de agora, teremos um papo sério e ao mesmo tempo divertido com muitos Pitacos de Pai! Boa leitura a todos!



20 de outubro de 2015 às 18h00

Condição de Pai

Por: Cássio Resende

 Hoje vamos falar um pouco do papel que o pai exerce na vida de um filho e como esta função é vista na sociedade. Para descrever sobre o assunto fomos buscar ajuda de uma psicóloga para tratar deste tema com propriedade, para você, que tem acompanhado cada Pitaco nosso.  Então, boa leitura!

Rosana Santos é psicóloga, registrada no Conselho Regional de Psicologia  - CRP 14/03414-7

CONDIÇÃO DE PAI

O papel do pai na Sociedade tem se transformado, e a "condição" de Pai evoluiu e continua em franco processo de evolução, devido às transformações culturais, sociais e familiares.

Nas últimas décadas a paternagem vem se transformando devido ao crescente número de separações e divórcios.

Homens tendem a apresentar dificuldades em saber qual é realmente a sua importância neste processo de formação das crianças e jovens. A figura paterna tem papel fundamental nesta formação.

O paradigma do papel do homem mudou de uma relação paterna educativa, onde a autoridade e a distância afetiva imperavam, para uma relação de parental afetiva, onde o amor e a intimidade são a palavra de ordem. Pai e mãe passaram a ter funções de base afetiva e educativa semelhantes, ainda que diferentes e, desejavelmente, complementares na relação com o seu filho. Espera-se que ambos os pais sejam dialogantes, empáticos, afetivos, interessados, enfim, cuidadores vinculados aos seus filhos.

É reconhecido como importante o papel do pai no desenvolvimento da criança e a interação entre pai e filho é um dos fatores decisivos para o desenvolvimento cognitivo e social, facilitando a capacidade de aprendizagem e a integração da criança na comunidade.

A presença paterna na família é diferente e complementar à materna. A falta de um modelo na educação, masculino ou feminino, implica quase sempre um desequilíbrio naquele que é educado (no filho).

Os valores podem e devem ser transmitidos, independente do sexo dos pais.

É importante para a criança ter em seus pais figuras de admiração, quanto maior a admiração o filho sentir por seus pais mais ele seguirá seus passos e ensinamentos, seja para o bem ou para o mal, pois, perceber falhas neste pai pode ser frutífero.

Pode-se observar que os filhos necessitam de apoio, segurança e de valores que naturalmente cabe ao pai transmitir. Os jovens procuram no seu pai um modelo com o qual possam se identificar. Se o pai está ausente, outros modelos virão ocupar esse vazio, com grande probabilidade de não serem modelos propriamente exemplares.

Pais amem seus filhos! Homens geralmente têm maior dificuldade em expressar seus sentimentos, mas o carinho vindo de um pai, ou seja, a aceitação e a valorização vinda da figura paterna pode significar tudo para um filho, mesmo que nenhum dos dois saiba disso ainda.

Até o próximo post!  



Cássio Resende

Pitaco de Pai

Neste espaço vamos auxiliar aos homens que cuidam de seus filhos sem a ajuda de uma mãe, trazendo dicas, informações jurídicas, direcionamentos comportamentais, compartilhando as experiências e o cotidiano de um pai e seu filho, por todos os ângulos.
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