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22/11/2017
17 de novembro de 2015 às 14h27 | Economia

PIB cresceu 3% em 2013 e chegou a R$ 5,3 trilhões

Pela ótica da oferta, a agropecuária cresceu 8,4%, a indústria, 2,2% e os serviços, 2,8%

Por: Da Redação

O país cresceu 3% em 2013 e somou R$ 5,3 trilhões, enquanto em 2012, o PIB chegou a R$ 4,8 trilhões e ficou em 1,9%. Ambos os indicadores são dados revisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta terça-feira (17). Antes da revisão, havia ficado em 1,8% em 2012 (R$ 4,7 trilhões), e 2,7% em 2013 (R$ 5,1 trilhões).

 “O que está sendo feito hoje:  a divulgação da nova série de Contas Nacionais do Brasil de acordo com padrão 2008, tendo como base o ano 2010”, explicou Roberto Olinto, diretor de pesquisas do IBGE. Ele lembrou que essa revisão com a nova base foi marcada em dois períodos, e que a primeira ocorreu em março desse ano, quando foram divulgados dados de 2011. “Isso significa que voltamos à rotina normal das Contas Nacionais.”

Já o valor adicional bruto cresceu 1,6% em 2012 e 2,9% em 2013. Enquanto o PIB per capita dos anos ficaram R$ 24.121, em 2012, e R$ 26.445, em 2013.

 “Nesse período de 2011 até 2013 começamos a observar algumas mudanças importantes na economia. Uma das primeiras coisas que chama atenção é que 2011 é o ano que a taxa de média de câmbio atinge o valor mais baixo na série. A parti daí, o real começa a depreciar”, analisou Cristiano Martins, gerente de Contas Nacionais, que acrescentou que o consumo das famílias segue trajetória de crescimento nesses anos, embora mais lento.

Segundo o instituto, as despesas de consumo final, que abrangem os gastos das famílias e do governo para suprir necessidades individuais e coletivas, também cresceram: 3,2% e 3%, respectivamente.

 “O que explica a manutenção do crescimento por um lado é o rendimento do trabalho, que continua aumentando, vão se observar que a participação da remuneração no PIB aumenta, enquanto a participação descendente do lucro das empresas cai. E por outo lado continua processo de endividamento das famílias”, completou.

Agropecuária

Pela ótica da oferta, a agropecuária cresceu 8,4%, a indústria, 2,2% e os serviços, 2,8%. O crescimento da agropecuária concentrou-se na agricultura e é explicado principalmente pelo aumento nos volumes produzidos de soja, cana-de-açúcar e milho.

No caso da indústria, a de transformação cresceu 3% e extrativa recuou 3,0%, puxada pelas quedas nas atividades extração de petróleo e minério de ferro.

O gerente do IBGE explicou a queda em 2012 da indústria. “A indústria entra muito estocada [em 2012] e começa a ser desfazer desses estoques diminuindo a produção e isso tem impacto”.

Nos serviços, os destaques ficaram com serviços de informação (4,0%) e atividades imobiliárias (4,8%).

Pela ótica da despesa, as despesas de consumo das famílias cresceram 3,5% em 2012 e 3,6% em 2013, devido ao aumento dos rendimentos do trabalho e de condições favoráveis de acesso ao crédito. As despesas de consumo do governo avançaram 2,3% em 2012 e 1,5% em 2013.

Quanto ao saldo externo de bens e serviços (diferença de saldo entre importações e exportações), as importações cresceram mais do que as exportações tanto em 2012 (0,7% contra 0,3%) quanto em 2013 (7,2% contra 2,4%).

“Embora temos observando depreciação do real, a demanda das exportações brasileiras caiu muito mais, enquanto as importações continuam elevadas, por isso, o saldo de bens e serviços continua negativo, ficando mais negativo [em 2013”, ressaltou Cristiano Martins.

A formação bruta de capital fixo, que são os investimentos em ativos fixos, somou R$ 995,6 bilhões em 2012 e R$ 1,1 trilhão em 2013. Com isso, as taxas de investimento ficaram em 20,7% e 20,9%, respectivamente.

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