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26/06/2017
05 de outubro de 2016 às 12h05 | Saúde

Instituto inicia 2ª fase de teste da “pílula do Câncer”

Nesta etapa será verificada a eficácia da substância

Por: G1
Divulgação/USP

O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), anunciou, nesta quarta-feira (5), o início da segunda fase de testes clínicos da fosfoetanolamina, composto que ficou conhecido popularmente como "pílula do câncer". A nova etapa deve começar na segunda-feira que vem, 10 de outubro.

Esta etapa, que avaliará a eficácia da droga, envolverá cerca de 200 novos pacientes: são mais de 20 pacientes em cada um dos 10 grupos de tumor: cabeça e pescoço, pulmão, mama, cólon e reto, colo uterino, próstata, melanoma, pâncreas, estômago e fígado. A primeira etapa, com 10 pacientes, avaliou apenas que a substância é segura (leia mais abaixo).

Esses voluntários serão recrutados entre os pacientes que já são atendidos pelo Icesp. Podem participar aqueles que já não têm alternativa de tratamento curativo.

Terceira etapa

Caso pelo menos três pacientes de cada grupo tenham benefícios com o uso da droga, o grupo pode ser expandido progressivamente. Esta seria a terceira etapa da pesquisa, que poderia chegar a mil pacientes. Caso menos de três pacientes tenham benefícios dentro do grupo, o estudo é descontinuado para aquele tipo de câncer.

Os testes iniciais, para avaliar a toxicidade do produto, concluíram que não há riscos de efeitos adversos graves associados ao uso da substância.

Nesta fase inicial, a substância foi administrada a 10 pacientes para determinar a segurança. Seis deles foram retirados do estudo porque apresentaram progressão da doença e quatro continuam sendo monitorados.

Os testes em humanos com a fosfoetanolamina no Icesp começaram em 25 de julho. O início dos testes foi aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa do Ministério da Saúde.

A substância, que começou a ser sintetizada por um pesquisador do Instituo de Química da USP de São Carlos no final da década de 1980, ainda não passou pelas etapas de pesquisa necessárias para o desenvolvimento de um medicamento, portanto não existem evidências científicas de que o produto seja eficaz no combate ao câncer ou seguro para o consumo humano, daí a necessidade de mais testes. Outras instituições pelo país têm feito pesquisas com células e com animais.

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