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16/12/2018
30 de julho de 2018 às 10h46 | Economia

Índice Geral de Desempenho Industrial do Estado recupera-se após greve dos caminhoneiros

A paralisação prejudicou o processo de produção de várias unidades industriais de MS

Por: Assessoria
Divulgação/Fiems

O IGDI (Índice Geral de Desempenho Industrial) de Mato Grosso do Sul, que foi criado pelo Radar Industrial da Fiems e é calculado com base nas pesquisas de Confiança e Sondagem Industrial, apresenta sinais de recuperação após a greve dos caminhoneiros realizada em maio. A paralisação, que durou 11 dias, prejudicou o processo de produção de várias unidades industriais sul-mato-grossenses, mas, em junho, o Índice reverteu a tendência de queda e alcançou 50,4 pontos, indicando uma elevação de 2,3 pontos na comparação com o mês de maio.

Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, esse movimento ocorreu, principalmente, pelo aumento da participação das empresas com produção crescente ou estável na passagem de um mês para o outro, saindo de 61,1% em maio para 70,3% em junho. “Também contribuiu para o desempenho a ampliação da utilização da capacidade instalada que passou de 67% para 70%”, analisou.

Ezequiel Resende reforça que, do mesmo modo, teve crescimento da participação das empresas que contrataram no mês, saindo de 3,9% em maio para 9,5% em junho. “Tais movimentos refletem, em grande medida, uma recomposição do nível de atividade após a paralisação do transporte de cargas que ocorreu entre os dias 21 de maio e 1º de junho deste ano. Contudo, dados preliminares apontam para mais uma redução dos índices de confiança e intenção de investimento”, avaliou.

O coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems explica que, com todos os resultados consolidados, o IGDI ficou acima dos 50 pontos. “Essa pontuação sinaliza que, na média geral, o desempenho para o mês de junho foi positivo quando comparado com o mês de maio, segundo a percepção dos empresários respondentes”, concluiu o economista.

O Índice

O IGDI reflete a percepção do empresário em relação ao desempenho apresentado pela atividade industrial. “Na elaboração, foram selecionadas cinco variáveis - emprego, investimento, produção industrial, utilização da capacidade instalada e confiança – e todas com peso de 20% na composição do Índice”, detalhou Ezequiel Resende.

No caso do emprego na indústria, o IGDI utiliza o percentual de estabelecimentos que aumentaram o número de empregados, enquanto na parte de investimento o Índice leva em consideração a intenção de investimentos para os próximos seis meses. Já da produção é usado o percentual de indústrias com a produção estável ou crescente, da utilização da capacidade instalada se pega o percentual médio e da confiança a base é o ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial).

O IGDI Fiems contou com a avaliação, validação e auxílio técnico do professor-doutor Leandro Sauer, da Escola de Administração e Negócios e do Programa de Pós-Graduação em Administração (Mestrado e Doutorado) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (ESAN/UFMS). “O professor é matemático com atuação na utilização de métodos quantitativos em economia e tem comprovada experiência na elaboração e uso de indicadores sintéticos”, reforçou Ezequiel Resende.

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