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22/01/2018
10 de janeiro de 2018 às 09h51 | Geral

Fronteira da Bolívia com MS é fechada ao amanhecer do dia e mais de 40 caminhões aguardam na fila para passar

Trânsito foi liberado à noite, mas assim que amanheceu o dia o bloqueio foi restabelecido

Por: G1
Reprodução /TV Morena

A passagem de veículos na fronteira de Mato Grosso do Sul com a Bolívia, em Corumbá, foi novamente fechada às 6h deste quarta-feira (10), no protesto de caminhoneiros bolivianos contra o novo Código Penal do país, que foi aprovado em dezembro do ano passado e endurece as penalidades contra os crimes de trânsito.

O protesto começou na madrugada de terça-feira (9). A fronteira ficou fechada para o trânsito de veículos durante todo o dia e somente à noite os manifestantes liberaram o tráfego para carros e motos, sendo o bloqueio novamente restabelecido nesta manhã. A única maneira de atravessar é seguindo a pé.

Em razão do bloqueio, uma fila com mais de 40 caminhões aguarda na rodovia Ramão Gomes, no lado brasileiro, para atravessar a fronteira. Na expectativa da liberação do trânsito, que não ocorreu, os motoristas dormiram dentro dos caminhões. A preocupação deles aumenta a cada dia de protesto, em razão, principalmente da situação das cargas perecíveis e do atraso na entrega de mercadorias.

Além dos transporte de cargas, a manifestação na Bolívia já está afetando também o turismo na região. Visitantes que vieram de estados como o Paraná e São Paulo para visitar a própria Bolívia ou cruzá-la em direção a outros países, com o Peru, tiveram que adiar os planos de viagem.

O novo Código do Sistema Penal da Bolívia foi promulgado em 15 de dezembro do ano passado pelo presidente em exercício Álvaro Garcia e entrará em vigor 18 meses depois, em junho de 2019. A Câmara dos Deputados da Bolívia revogou na noite desta segunda-feira (8) o artigo do novo código que trata da questão do homicídio culposo com meio de transporte. O assunto agora segue para análise do Senado do país.

Enquanto isso, ainda não existe previsão para o fim do protesto e para a liberação da fronteira.

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