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26/07/2017

Eriberto Leão vem a Campo Grande inaugurar loja e fala sobre Comunicação e Tecnologia

segunda, 16 de setembro de 2013

 A entrevista desta semana é com o ator da Rede Globo Eriberto de Castro Leão Monteiro, mais conhecido como Eriberto Leão. Nasceu em 1972, em São José dos Campos. Iniciou sua carreira em na TV em 1996, em Antônio dos Milagres. Um dos seus maiores destaques foi em Cabocla (2004), onde interpretou o Tomé. A última novela foi em 2012, com o personagem Ulisses da Silva.

 Sua estréia no cinema foi no longa “Onde Andará Dulce Veiga?”, de Guilherme de Almeida Prado, lançado em 2008. Já em 2011 protagonizou o filme “Assalto ao banco Central”, história verídica que aconteceu em Fortaleza e o maior assalto a banco ocorrido no Brasil. Em 2012 gravou o filme “De Pernas Pro Ar 2”, de Marcelo Saback, com o personagem Ricardo.

Na semana passada esteve em Campo Grande para a inauguração da franquia da Samsung, onde conversamos com ele sobre tecnologias e comunicação. Confira a entrevista logo abaixo.

MS Repórter - Como você vê o uso das novas tecnologias?

Eriberto Leão - Eu vejo com muita firmeza, pela velocidade e ao mesmo tempo é um uso que conectou as pessoas e ninguém mais vai conseguir desconectar. Eu creio que é outro nível de relacionamento entre as pessoas e ninguém sabe o que vai acontecer no futuro. As pessoas estão conectadas como nunca estiveram, onde qualquer assunto, por menor que seja, em qualquer  lugar no mundo, pode tomar uma proporção global, se for realmente importante. Então eu acho que a humanidade pode até vislumbrar uma mudança de paradigma por conta desse avanço tecnológico. Eu adoro.

 

MS Repórter - Você se interessa por computadores?

Eriberto Leão - Eu tive um dos primeiros computadores de todos, o TK 80, tive também computadores anteriores ao PC e gosto muito de computadores. Gosto também de um cara chamado Marshall Macluhan que falou sobre isso nos anos 70, mas com outra profundidade.

MS Repórter - Você parece que lê muito sobre comunicação. O que você gosta de ler?

Eriberto Leão - Eu gosto de ler, mais os livros de Marshall Macluhan mesmo, que é o pai da teoria da comunicação e que poucos jornalistas conhecem de verdade.

MS Repórter - Você tem alguma formação acadêmica em comunicação?

Eriberto Leão - Não, mas eu sou um ator e trabalho em uma empresa de comunicação, então sou um auto didata. Gosto muito de psicologia e também sou auto didata. Voltando a Marshall Macluhan, ele criou a expressão globalização, a aldeia global e profetizou outras coisas, como que vai vir uma nova consciência decorrente da era tecnológica, e eu acredito nisso. É uma pena que ninguém fale muito sobre esse assunto. Mas agente está vivendo numa era de grandes avanços tecnológicos, mas também de mediocridade absurda. A inteligência brasileira eu não encontro mais. Todo mundo é morno, ninguém é frio ou quente. Mas eu acredito que Marshall Macluhan está certo com relação a essa comunicação moderna.

 

MS Repórter - Para você a tecnologia na comunicação ainda é para poucos?

Eriberto Leão - Não. A tecnologia está totalmente democratizada e bem socialista. Agente vive num mercado onde os menos privilegiados também já estão tendo acesso sobre essas novas tecnologias. Eu fico com Marshall Macluhan novamente, tudo depende do uso que você faz dessa tecnologia e ela é comparável ao Espírito Santo da Bíblia. Isso Marshall Macluhan que fala.

MS Repórter - Você acha que os livros irão acabar com toda essa tecnologia?

Eriberto Leão - Não. Eu não vou deixa de ler livro nunca. Mas também tem os livros feitos para ler em tablets. Tudo tem o seu momento. As vezes é legal ler no tablet mas nada substitui o livro, o papel, tem que ter o tato.

MS Repórter - Só podemos fazer mais uma pergunta então, quais são os seus projetos atuais?

Eriberto Leão - Eu estou fazendo agora uma peça sobre Jim Morrison que vai fica muitos anos em cartaz lá no Rio de Janeiro e agente está viajando o Brasil nos fins de semana.

Por Leide Laura Meneses

 

Eriberto Leão
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