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26/07/2017

Eduardo Romero conta sua trajetória de estudante a vereador

domingo, 12 de maio de 2013

Por Lucas Junot

Eleito nas eleições do ano passado, com 3506 votos, pelo PT do B, Eduardo Romero, o estudante que conheceu e se engajou nas causas do meio ambiente, da cultura e da coletividade nos corredores da Escola Estadual José Barbosa Rodrigues, conta em entrevista exclusiva ao MS Repórter sua trajetória, projetos e ideias na Câmara Municipal.

Eduardo se candidatou ao mesmo cargo que hoje ocupa no ano de 2008, pelo Partido Verde, quando teve 3206 votos. O coeficiente eleitoral e a legenda não foram suficientes para elegê-lo. Naquela o primeiro suplente decidiu repensar matematicamente e filou-se ao PT do B. Quatro anos e 300 votos a mais levaram à Câmara Municipal o vereador dos requerimentos, como ficou conhecido na Casa de Leis.

Veja a entrevista

 

MS Repórter: Vereador, como foi sua trajetória até pensar em ingressar na política?

Eduardo: Tudo começou praticamente como que uma brincadeira e um incentivo escolar. Brincadeira e incentivo no sentido de que foi na escola que eu tive os primeiros contatos com as atividades coletivas, comerciantes... Com 13 anos eu participei da minha primeira feira de ciências, na Escola Estadual José Barbosa Rodrigues, e o tema da primeira feira de ciências era o meio ambiente, aí a gente começou a pesquisar o córrego que tinha na nossa região, que é o Córrego Bálsamo, que estava perto da escola, perto de casa. O que era pra ser só um trabalho de escola, de pesquisar, fotografar e registrar, acabou virando um grande projeto de vida.

E foi na escola também, entre os 13 e 15 anos, que eu tive contato com o teatro. Tinha o grupo estudantil de teatro, que era um grupo de estudantes que fazia aquelas peças voltado aos temas de escola, dia do meio ambiente, dia das mães, etc... a gente fazia as peças e apresentava nos corredores da escola. A partir disso eu comecei a tomar gosto pelo envolvimento das coisas coletivas. A partir da experiência de vivenciar a feira de ciências, o grupo de teatro, eu percebi que dava para participar de mais coisas. Então eu diria que tudo começou com esse estímulo da escola. Não fossem os professores da época, os projetos que eram desenvolvidos na Escola Estadual José Barbosa Rodrigues, talvez eu não tivesse tido esse contato inicial.

MS Repórter: E como o projeto de feira de ciências evoluiu para a preocupação com a cidade?

Eduardo: A coisa foi crescendo. Nós identificamos que haviam muitos problemas com esgoto, lixo, desmatamento, bairros pelos quais a gente passava que não tinham coleta de lixo, não tinham água encanada... aí não dava pra dizer só que nós tínhamos descoberto, tínhamos que procurar soluções.

MS Repórter: Nós estamos falando de que ano, mais ou menos?

Eduardo: Estamos falando de 1995. Eu tinha 15 anos nessa época. Aí, em 95,aconteceu uma coisa muito legal: a gente percebeu aqueles problemas e teve um encontro nacional de clubes de ciências na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. A gente conseguiu trazer um grande pesquisador de qualidade de águas, que da USP, e esse cara foi com a gente lá no Córrego Bálsamo, ao vivo. Gerou toda uma matéria de imprensa, toda uma comoção da comunidade, uma mobilização... Era bem no período que eles estavam ampliando a avenida Gury Marques, fazendo as duplicações de pistas. Coincidentemente, naquele período, todo lixo do asfalto que eles haviam removido para fazer um novo asfalto, eles tinham jogado no córrego. Foi quando a gente começou a denunciar no Ministério Público, nas promotorias, aquilo que a gente havia encontrado. Acabamos dando origem a Associação Bálsamo, porque, a partir daí, nós tínhamos que ter uma personalidade jurídica, um CNPJ, porque tínhamos muitas denuncias para serem feitas.

MS Repórter: Que tipo de denúncias?

Eduardo: Tínhamos, por exemplo, à época, a Ceval, que estava jogando parte dos seus resíduos sem tratamento no córrego, tinha uma empresa que fazia o pré-cozimento de mandioca, chamada Maha, que também jogava resíduos no córrego, tínhamos uma série de coisas que estavam acontecendo.

MS Repórter: E como vocês sustentaram sozinhos tudo isso?

Eduardo: Aí nós começamos a buscar um outro caminho, a participação política. Percebemos que não dava só pra ficar indo lá, fotografando e apresentando em feiras de ciências. Tivemos que criar CNPJ, virar associação, nós tivemos que ocupar espaço no Conselho Municipal do Meio Ambiente, porque era lá que se discutia os problemas ambientais da cidade, a gente passou a fazer parte do fórum estadual do meio ambiente, que era também onde se levava esses assuntos, ou seja, a gente começou a discutir políticas públicas de meio ambiente para a cidade. Aquele trabalho pequeno, de feira de ciências, virou um movimento que discutia políticas públicas ambientais voltadas para a cidade.

MS Repórter: Essa temática era bastante nova para a época, não se falava nesses assuntos, não é?

Eduardo: Era muito recente. Tínhamos um comportamento, ainda à época, de se querer canalizar os córregos, como havia sido feito na Fernando Correa da Costa, ou então fazer sua extinção por completo, como era o caso da Maracajú, que está ali o córrego canalizado que quase ninguém vê... era esse o comportamento pra época e nós começamos a trazer uma outra ideia, de manter os córregos vivos. O Bálsamo se tornou a nossa grande bandeira.

MS Repórter: E a evolução disso?

Eduardo: Só avançou porque a gente envolveu a população, começamos a fazer mutirões de limpeza com os moradores, mutirões de plantio de árvores, denunciava o que tinha que denunciar, mas também fazíamos as ações no coletivo. Claro que ainda hoje tem gente que joga lixo no córrego, que desmata, o ser humano tem um comportamento que é difícil mudar de uma hora para outra, mas diminuiu muito esses problemas.

Aí a gente conseguiu chegar no Parque Linear do Córrego Bálsamo, um projeto do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), com investimentos de R$ 56 milhões, que é pra nós o grande “troféu” dessa batalha.

Se você pensar de 1995, quando a gente começou, até 2012, são 17 anos dedicados ao Córrego Bálsamo, mas com efeito positivo, ainda que não esteja 100% concluída a obra do PAC, mas que deve ser entregue ainda esse ano a primeira etapa. Isso é o que resultou para o Bálsamo.

A partir daí, a gente foi se envolvendo com outras questões. Em 2000, fui eleito presidente da Associação de Moradores do Bairro Universitário, que na época não era só de um bairro, agregava a região toda, e tive a experiência de vivenciar as dificuldades de solicitar algo ao poder público melhorias para a comunidade. O líder comunitário é aquele que faz o ofício, que leva para a secretaria, para os departamentos e que, muitas vezes, passa como anônimo.

MS Repórter: Aí entra a política?

Eduardo: O que me fez me envolver com a política? Cronologicamente, em 2000 eu fiz isso, em 2005 fui à África, como jornalista e ator, fiquei 30 dias em Moçambique fazendo um trabalho de arte e educação, quando voltei da África fiz o Giro Brasil, que foi uma viagem de moto pelo país, para conhecer de perto a realidade brasileira, não foi turismo, era uma viagem de reconhecimento mesmo do país, conhecer projetos, pessoas... acabei rodando 22 Estados, fiquei oito meses na estrada e percorri 35 mil quilômetros. Isso me deu uma experiência muito grande, de ver coisas simples acontecerem e que davam grandes resultados, além de conhecer melhor a geografia e as pessoas do país.

Quando eu voltei da viagem, em 2007, recebi um convite do PV (Partido Verde) para ser candidato. Pensei: vou ou não vou? Como eu fazia parte do movimento ambientalista em Campo Grande, o próprio movimento falou “olha Eduardo, é importante ter um nome lá para discutir essas questões”, e fui candidato a vereador, em 2008, pelo PV, fiquei como primeiro suplente. Tive 3206 votos.

Vida de suplente é difícil, porque você não tem mandato, não tem salário, não tem espaço político e as pessoas acham que você tem. Fui um suplente diferente, porque naquele momento se discutia a PEC (Pacote de Emenda Constitucional) dos Suplentes. Tinham momentos em que a mídia falava que eu ia assumir, outros me davam como empossado, o que foi uma confusão muito grande. Foi o momento em que aumentou o número de vagas, mas só valeria para a eleição seguinte.

MS Repórter: Foi a sua única disputa pelo Partido Verde, em 2008?

Eduardo: Foi. Resolvi parar naquele momento, analisar matematicamente, saí do PV e fui para o PT do B. Não deixei de defender os princípios ambientais e sociais que sempre tive, mas busquei o partido que me dava condições de chegar a ser vereador. Condições matemáticas, coeficiente eleitoral, legenda, essas coisas. Se eu tivesse permanecido no PV, com a votação que eu tive, eu não teria sido eleito vereador. Por conta disso eu fui para o PT do B e acabei sendo eleito com 3506 votos.

MS Repórter: E como podemos definir a atuação desse vereador, com poucos meses de mandato?

Eduardo: Como vereador, estou atuando em duas áreas, que são o meu histórico de vida: A cultura e o meio ambiente.

Na questão da cultura, eu estou como vice-presidente da Comissão de Cultura e tenho apontado todas as minhas contribuições, que eu creio serem pertinentes dentro desse setor, como agora, por exemplo, eu estou apresentando uma emenda na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), para a questão cultural, que não está prevista a aplicação do 1% para a cultura, que é uma bandeira que eu estou defendendo a muito tempo, da forma que o movimento defende. Se fosse pegar friamente, o município aplica mais de 1%, mas desse 1%, mais de 70% é para custeio e obras. Quando o movimento pede 1%, é 1% para produção, circulação, destino e divulgação, ou seja, pros editais de projetos públicos.

Na Comissão de Meio Ambiente, eu estou como presidente. Como presidente dessa comissão, eu tenho me dedicado a discutir mobilidade urbana, onde a gente discute todas as formas de transporte, o desenvolvimento da cidade e planejamento urbano.

MS Repórter: O que já existe em andamento nessas áreas?

Eduardo: Em termos de ações, o que temos de concreto até agora, é a apresentação de inúmeros requerimentos cobrando explicações, informações sobre a continuidade de bons projetos, como por exemplo o “Córrego Limpo, Cidade Viva”, que é um projeto de recuperação dos mananciais de Campo Grande, que vinha sendo desenvolvido pela administração anterior e que a gente julga ser importante continuar, porque ele afere qualidade, atesta como está indo esse curso de água e envolve as escolas em educação ambiental, com a recuperação desses mananciais. O “Manancial Vivo”, que é um programa de recuperação da bacia do Guariroba, que é uma linha que a gente vem acompanhando desde 2008, quando eu ofereci a primeira denúncia ao Ministério Público dizendo dos problemas da bacia do Guariroba, que tinha plantações irregulares de eucalipto, que estava secando a bacia, ou seja, é um processo contínuo, em que a gente conseguiu fazer com que houvesse investimentos de mais de R$ 1 bilhão da Caixa Econômica, do Banco do Brasil, da Agência Nacional das Águas, pra fazer o que a gente chama de PSA (Pagamento de Serviço Ambiental). Aqueles 62 proprietários rurais da bacia do Guariroba, que fizerem o dever de casa de cuidar bem do meio ambiente, vão ter uma compensação financeira para manter a mata em pé, pra recuperar as nascentes.

MS Repórter: Seria como uma Lei Ruanet para o meio ambiente?

Eduardo: Exatamente isso. São bandeiras que a gente tem que defender. O mês de maio vai ser o mês em que decidimos aqui estimular a mobilidade urbana. Vamos discutir o uso das bicicletas em Campo Grande, não só para os clubes de ciclistas profissionais, mas para aquele ciclista trabalhador que não tem a opção de usar outro meio de transporte e usa a bicicleta. Além daquele que faz isso por opção.

A nossa equipe utiliza, pelo menos uma vez por semana, a bicicleta como meio de transporte. Também pelo menos uma vez por semana utilizamos o transporte coletivo e uma vez por semana a carona amiga. Com isso a gente pode sentir na prática o que esses transportes tem de bom e de ruim na cidade. Aí vamos apresentar, na medida do possível, apresentar aqui as indicações, requerimentos e projetos para melhorar o que precisa ser melhorado. Em segundo lugar, quero fazer a minha parte também. Terça-feira nós viemos em oito pra cá. São oito carros a menos circulando na cidade.

No próximo dia 21 de maio, nós vamos fazer uma audiência pública sobre o uso de bicicletas em Campo Grande. Estamos mobilizando todos aqueles que usam para poder discutir. Estamos envolvendo a Agetran e o Planurb. Nós já temos 86 quilômetros de ciclovia, legal, mas não é o suficiente. Precisamos criar ciclo-rotas, ciclo-faixas e integrar isso para dar mais segurança ao usuário.

MS Repórter: Vocês também apresentaram um estudo sobre alguns pontos críticos dessas ciclovias já existentes...

Eduardo: Temos feito visitas técnicas, temos estimulados os grupos a fazerem indicações para a gente. Nesse mês, entre todas as coisas que vamos discutir, está o movimento da bicicleta, porque nesse mês, a primeira semana de maio foi a semana municipal do ciclista. Queremos expandir isso para o mês inteiro para chamar a atenção do poder público. Vamos lançar um programa chamado “Ciclista Cidadão”. Vamos para as escolas e pras universidades, dando dicas como quais os cuidados que você tem que ter, por que você tem que pedalar a 1,5 metro de um carro, do meio fio, sinalização, entre outras coisas. A gente quer discutir tudo isso em conjunto com a população. Não queremos discutir só com quem usa as ciclovias, queremos discutir, principalmente com quem não usa. O que que a Agetran e o Planurb podem contribuir com isso? Eu uso a bicicleta e te falo: é complicado. A bicicleta é alternativa para pequenas distâncias, o que as pessoas precisam pensar é, dentro da sua rotina, qual o trecho em que cabe?

Para promover tudo isso, esse mês vamos apresentar alguns projetos, alguns já estão protocolados na Casa. Um deles é de instalação de duchas em órgãos públicos, para que o funcionário público possa ir de bicicleta até o trabalho e lá tenha um local adequado para um banho. Outro é o de estacionamentos para as bicicletas, os chamados bicicletários, em órgãos públicos e até em terminais. Você vai até o terminal de bicicleta e lá você encontra um local adequado para guardar a bicicleta? Se tiver você pode usar essa alternativa. Esse é um dos projetos, são esses estímulos que a gente quer trazer.

MS Repórter: E o que ainda vem pela frente?

Eduardo: Em junho nós vamos dedicar, no mesmo formato, às questões ambientais. Será o mês do meio ambiente. Queremos fazer audiências públicas sobre a questão do lixo, entre outras. Queremos promover discussões sobre uma sequência de temas importantes para a cidade e, em cima de cada tema discutido, gerar projetos, requerimentos, indicações... Escolhemos fazer assim porque toda hora ficamos apagando pequenos incêndios. Não vamos deixar de apaga-los, mas queremos nos focar em questões mais abrangentes, estruturais.

MS Repórter: O senhor usa também as redes sociais com bastante frequência, elas colaboram também?

Eduardo: Colaboram bastante. Recebemos muitas indicações. Uma delas, que estávamos debatendo e vamos apresentar requerimento, é quanto a criação de uma linha de ônibus específica que vai do aeroporto até a rodoviária. Hoje não existe. Ou o passageiro tem que gastar muito com o táxi, ou ele já pega uma van, inclusa em seu pacote. Temos ali um corredor de ônibus em que não se vê ônibus circulando. Também não pode ser qualquer ônibus, porque quem desce no aeroporto quase sempre está com bagagem. Você pode ter um que faça esse trajeto, passando pelo Centro. É essa relação com a sociedade que a gente quer manter. Você colhe percepções que não fazem parte do seu cotidiano, mas pertencem à cidade. Também queremos que as pessoas percebam que a cidade se faz em coletivo. Não temos varinha mágica. É um passo a passo.

No aspecto cultural temos feito várias discussões com os movimentos de cultura, com o fórum, Conselho Municipal... tenho atuado muito nessa área, fui consultor do Ministério da Cultura, na elaboração de planos estaduais de cultura, nas conferências de cultura.

MS Repórter: Fale um pouco mais sobre os projetos já apresentados, ou em fase de maturação.

Eduardo: Apresentamos um projeto em conjunto com os vereadores Zeca e Coringa, para a eleição direta dos diretores das escolas municipais, por entender que é um estímulo à democracia. Mobilizar alunos, professores e demais envolvidos a fazerem seu próprio processo de escolha. Temos o projeto das duchas, dos bicicletários, temos projetos no combate à pichação, que modéstia à parte, vai ser um dos projetos mais completos do Brasil, nos dedicamos muito à pesquisa, fizemos audiência pública, incentivamos o executivo a lançar a campanha “Campo Grande Contra a Pichação”... Esse é um projeto bem amplo.

MS Repórter: Que questões ele envolve?

Eduardo: Ele abrange um tripé. São três pilares: Cultura, educação e a questão legal. No âmbito legal é o cumprimento da lei municipal e federal, que criminaliza a pichação. O aspecto educacional é porque envolve escolas, alunos, em projetos, campanhas e ações. O cultural é porque a gente está estimulando outras linguagens. Muitas vezes o adolescente está entrando a pichação porque ele não conhece o grafite, o painelismo, muralismo, releituras. Ele precisa ter esse contato para fazer as escolhas. Estamos envolvendo artistas plásticos, grafiteiros, pessoas que tenham trabalhos nessa área, para, junto com a comunidade, fazer suas ações. A proposta principal do projeto, que eu destaco, é que o poder público fica obrigado a oferecer espaços públicos para manifestações artístico-culturais. Esses espaços podem ser através das escolas, outros prédios públicos e, obrigatoriamente, todo prédio público em reforma deverá destinar os tapumes para manifestações, com força de Lei. Também no aspecto legal, a prefeitura reativou o disque-pichação e criou o serviço de inteligência, para fazer correções.

Também entramos com um projeto para instalação de banheiros químicos nas feiras livres de Campo Grande. Uma vez que o trabalhador da feira passa horas lá e não tem um local adequado usar. Não estamos nem pensando no público das feiras, porque são passageiros, mas o trabalhador não.

MS Repórter: E como está o dia a dia com os trâmites da Casa de Leis?

Eduardo: Estamos sendo conhecidos aqui como o vereador dos requerimentos. Até agora fomos um dos que mais apresentaram requerimentos. Eu te digo o porquê de termos optado por esse instrumento. O requerimento é um documento oficial que você manda para o órgão que você quer questionar e ele obriga um retorno por escrito. Exige que aquele órgão te responda, no prazo de 15 dias, aquilo que foi questionado.

Usamos o requerimento para saber o que tem sobre determinado assunto, para a partir disso sabermos qual a melhor forma de agir. Podemos usar o requerimento para apurar denúncias, solicitar informações... pra mim é um instrumento muito forte. Eu gosto do requerimento porque ele dá ao executivo a oportunidade de dizer sei, não sei, tenho conhecimento, não tenho conhecimento... a partir dessa resposta você avança com um projeto de lei, uma indicação, ou o que for, mas dá primeiro oportunidade do executivo se posicionar.

 

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