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10/12/2019
21 de novembro de 2019 às 09h40 | Saúde

Com a confirmação de casos de raiva em MS, Iagro faz importante alerta aos produtores

Com a confirmação de quatro casos de raiva na região da divisa de Costa Rica com Chapadão do Sul, nas furnas onde nascem os rios Paraiso e São Luís, e a mortalidade de 45 animais no entorno, a Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal)

Por: Portal MS

Seguindo o protocolo, a equipe da Iagro trabalha 12 quilômetros em torno deste local onde houve o foco, orientando com relação aos cuidados que o produtor deve ter e procurando possíveis abrigos do morcego transmissor, popularmente como morcego vampiro, a atualização da vacinação e a não manipulação de animais com sintomas da raiva.

A vacinação, é um ponto fundamental segundo o coordenador dos Programas: Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH) e de Prevenção e Vigilância da Encefalopatia Espongiforme Bovina (PNEEB), o Fiscal Estadual Agropecuário, Fábio Shiroma, que explica que animais com andar cambaleante, ou que se deitam e vem a óbito de 3 a 7 dias, são suspeitos e não podem ser tocados.

Fábio alerta para a importância dos cuidados que o produtor deve ter quando da suspeita da doença nos animais. “Em hipótese alguma as pessoas devem manipular os animais com sintomatologia nervosa”, esclarece, lembrando que a raiva é uma zoonose que pode ser transmitida para o homem e não tem cura.

O coordenador avisa que caso uma pessoa entre em contato com animal com suspeita de raiva ou seja agredido por cães, gatos ou morcegos, deve procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima para receber o atendimento necessário.

“A propriedade onde sejam identificados casos de raiva ou abrigos de morcegos não sofrem nenhuma sansão”. Com essa observação Shiroma busca alertar a todos sobre a importância de procurar a unidade da Iagro mais próxima e abrir as portas da propriedade para a equipe realizar o trabalho de verificação e preventivo.

A Iagro trabalha intensivamente nas ações de controle da raiva animal, tanto na contenção de focos quanto nas medidas preventivas nas regiões de risco para a doença. No primeiro semestre de 2019, esse esforço possibilitou atender 66% dos municípios do Estado, índice superior ao alcançado nos últimos anos, segundo o Diretor Presidente da Agência, Daniel Ingold.

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