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22/07/2017
14 de julho de 2016 às 15h27 | Cultura

Cineasta Hector Babenco morre aos 70 anos em São Paulo

Babenco estava internado no Sírio Libanês e morreu de parada cardíaca

Por: Da Redação
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O cineasta argentino Hector Babenco morreu aos 70 anos na noite dessa quarta-feira (13) de uma parada cardíaca no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. A informação foi confirmada por Denise Winther, produtora da HB Filmes, de Babenco.

Babenco foi internado na terça-feira (12) para um procedimento cirúrgico. Segundo Denise, ele estava bem, mas não resistiu à parada cardíaca.

Um dos principais trabalhos de Babenco é "O beijo da Mulher-Aranha" (1985), pelo qual foi indicado ao Oscar de melhor diretor. O longa rendeu o Oscar de melhor ator a William Hurt. Sônia Braga e Raul Julia ("Família Adams") compunham o elenco.

Baseada no livro homônimo de Manuel Puig, a história se passa num presídio de um país latino-americano, em que um militante de esquerda e um homossexual dividem uma cela.

Nascido na Argentina em 1946, Babenco se naturalizou brasileiro em 1977. Fez aqui uma carreira com filmes de peso. Seu primeiro longa-metragem foi "O rei da noite" (1975), estrelado por Paulo José e Marilia Pêra.

Entre os clássicos de Hector Babenco estão o "Lúcio Flávio, o passageiro da agonia" (1977) e o filme histórico "Pixote, a lei do mais fraco" (1982).

"Pixote" conta a história do garoto que faz parte de um grupo de crianças de rua que, depois de sofrer muito num reformatório, faz aliança com uma prostituta, papel de Marília Pera.

Na vida real, "Pixote" acabou rendendo uma história trágica. O ator Fernando Ramos da Silva, que interpreta protagonista do filme, acabou não seguindo carreira. Sete anos após o lançamento do filme, foi assassinado por policiais em São Paulo.

Carandiru (2003), sobre o cotidiano e o massacre no famoso presídio paulistano, foi um de seus últimos sucessos.

Seu último filme “Meu Amigo Hindu” foi lançado em março de 2015. A trama tem como protagonista o diretor de cinema Diego (Willem Dafoe), que enfrenta um câncer linfático. 

Quando confrontado pela Morte (Selton Mello), ele expressa só um desejo: realizar mais um filme. Já o título vem da referência a um garoto indiano que conhece nos Estados Unidos, que também passa por tratamento, e junto de Diego encontra uma saída lúdica para enfrentar a doença.

 

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