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11/12/2019
25 de julho de 2019 às 09h23 | Rural

Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul se reunirão para discutir agricultura, em MS

No encontro que acontecerá em setembro, em Bonito, o grupo assinará uma declaração que trata de inovação e o princípio científico

Por: Texto e fotos de Kelly Ventorim, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico

O grupo composto pelas cinco maiores economias emergentes do mundo - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - o BRICS, irá se reunir no Brasil em setembro e o destino escolhido será o município de Bonito, no Mato Grosso do Sul.

Comitiva visitou Bonito para preparação da 9ª reunião da BRICS Para tanto o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SCRI/Mapa), embaixador Orlando Leite Ribeiro, contando com a parceria e auxilio do Secretário de Estado Jaime Verruck, da Semagro, esteve em Bonito, junto de sua equipe, na última segunda-feira, dia 22.

O intuito da visita foi de conhecer os espaços que o município oferece para a realização do evento, propriedades onde as atividades produtivas são realizadas de forma integrada, tendo lavoura, pecuária, floresta e atividades turísticas, evidenciando o uso de tecnologia e inovação e o que o estado tem de mais dinâmico, competitivo e sustentável nesses setores.

Com ajuda ainda do Secretário de Turismo, Industria e Comércio de Bonito, Augusto Mariano, a comitiva conheceu alguns pontos turísticos que deverão entrar na agenda dos participantes do encontro, que deve durar dois dias. Na agenda devem ser incluídas visitas a propriedades rurais com atividade integrada Sobre a escolha de um dos principais pontos turístico de Mato Grosso do Sul para realização do encontro, o Secretário Jaime Verruck, comemorou ao destacar que ‘os olhos do mundo’ estarão voltados para Bonito durante esse período. “Bonito será visto por representantes de países que, juntos, somam 40% da economia mundial.

Alguns de nossos principais destinos turísticos serão divulgados nesses países, em grandes canais de comunicação, o que torna a escolha da agenda, algo estratégico para que possamos extrair o máximo dessa visita”. O apoio do Prefeito Odilson Soares, através da atuação do Secretário Augusto e a parceria com o sistema ‘S’, o trade turístico e as instituições ligadas ao comércio e ao setor produtivo, também foram destacadas por Verruck que acredita que além da economia local ganhar muito com a realização do evento em Bonito, o Brasil ganha ao colocar em evidência um destino consolidado e que está entre os mais belos de todo mundo.

A escolha dos destinos para reunião da BRICS escolha dos destinos para reunião da BRICS escolha dos destinos para reunião da BRICS O Embaixador Orlando disse que a missão é das mais difíceis, fazendo referência em especial a tarefa de escolher apenas dois ou três pontos turísticos para incluir na agenda dos Ministros. “Eu acredito que a agenda em Bonito será inesquecível para todos”. Completou. Sobre as pautas do encontro, Orlando destacou como sendo uma das principais, a assinatura de uma declaração que inclui especialmente temas como a inovação, e o princípio científico - que é a oposição do princípio da precaução. “Nós conseguimos fechar um documento prévio que agrada a todos os membros do grupo”.

A proposta a que se refere contém 27 parágrafos. Propriedades com atividades integradas foram visitadas Para a reunião que terá como tema a ‘Promoção da Inovação e Ações para o Desenvolvimento de Novas Soluções para Sistemas de Produção de Alimentos’ Orlando espera que sejam dedicados um pouco mais de tempo as questões bilaterais. Ele explicou que os países reunidos têm realidades muito heterogêneas, e ter uma agenda comum na discussão de temas ligados a produção abre caminho para maior aproximação. “Lembrando que temos nações que são exportadoras de alimentos, como é o caso do Brasil. Temos países importadores de alimentos, caso da África do Sul, e temos países que são os dois como é o caso da China, um dos maiores exportadores e também um dos maiores importadores de alimentos”. “Todos os assuntos que serão tratados são extremamente relevantes: o acesso dos lácteos brasileiros à Rússia, questões envolvendo frutas para Índia.

No caso da China, haverá uma agenda enorme que vai de frutas a proteínas animais e, com a África do Sul, temos a questão das carnes de aves”, exemplificou. BRICS Formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o grupo é atualmente presidido pelo Brasil. Na presidência de turno do grupo, o Brasil é responsável por coordenar atividades, apresentar iniciativas de cooperação e organizar cerca de cem reuniões, entre elas a que irá acontecer no Mato Grosso do Sul.

Os grandes temas prioritários da presidência brasileira são: ciência e tecnologia e inovação, saúde - que é um tema importante para a população de todos países participantes - e o tema da maior aproximação dos empresários do setor privado com o Novo Banco de Desenvolvimento, que é a primeira e única instituição financeira de vocação global criada e controlada não por países desenvolvidos, mas por economias emergentes.

Também estão entre as prioridades da presidência do Brasil a cooperação intra-agrupamento e as iniciativas que possam fazer diferença na vida dos cidadãos dos países dos BRICS. Histórico O acrônimo “BRICs” originou-se em estudo da Goldman Sachs de 2001 intitulado “Building Better Global Economic BRICs” e se referia a Brasil, Rússia, Índia e China.

Em 2006, os quatro países decidiram dar ao conceito expressão política e iniciaram coordenação sobre temas da agenda econômica internacional, o que se intensificou depois da crise econômica de 2008. A primeira Cúpula do BRICs realizou-se em 2009, em Ecaterimburgo (Rússia). Desde então, os encontros têm sido realizados anualmente. A África do Sul juntou-se em 2011, quando foi incorporado o “S” maiúsculo (BRICS) no nome do grupo.

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