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23/08/2017
01 de junho de 2015 às 08h26 | Trânsito

Ações de fiscalização e educação contribuem para queda do número de mortes no trânsito

Desde 2011 os dados estatísticos revelam queda progressiva no número de mortes nas vias

Por: CGNotícias

As ações de educação e sensibilização voltadas para os motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres têm resultado em um balanço positivo com a queda de mortes no trânsito em Campo Grande. Desde 2011, quando foi criado o Placar da Vida, os dados estatísticos revelam queda progressiva no número de mortes nas vias. De acordo com a diretora-presidente da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), a mobilização da sociedade tem contribuído para reduzir cada vez mais o número de acidentes graves e fatais no trânsito. De 2011 a 2014, houve redução de 15% das mortes no trânsito.

 “A intenção é mobilizar a sociedade para reduzirmos cada vez mais o número de acidentes graves e fatais no trânsito. Estamos empenhados nessa missão, porque estamos falando de vidas. As campanhas educativas e o reforço na fiscalização resultam em mais sensibilização, fazendo com que isso reflita em tudo, até na melhoria da saúde pública, com menos pessoas sendo atendidas nos hospitais e nas unidades de urgência”, pontuou Beth Felix.

De acordo com a chefe da divisão de Educação para o Trânsito da Agetran, Ivanise Rota ao longo dos anos o trabalho de sensibilização dos envolvidos no trânsito focou, principalmente, a conduta. “Se a velocidade cai, há menos risco de morte”, exemplifica. As ações educativas o alerta recai para as sequelas, as mortes dos pais de família e para a dor de quem perde um amigo, um pai, um irmão, enfim alguém próximo. “Esse trabalho de sensibilizar foi tão expressivo que contribuiu até mesmo para a criação de Ongs e grupos que atuam nas ações de mobilização. São as pessoas preocupadas com a dor do outro”, destacou.

Outro ponto positivo considerado importante para a redução de acidentes fatais no trânsito em Campo Grande está a atuação da Agetran nas empresas e instituições. “Temos feito palestras em empresas, em escolas e também em centros comunitários e instituições não governamentais procurando destacar os dados estatísticos, os tipos de acidentes com mortes e mostrar a realidade de Campo Grande. Levamos o conhecimento e mostramos, principalmente, que a combinação velocidade e álcool pode ser fatal. São ações que têm sensibilizado bastante, em especial os motociclistas e contribuído para a diminuição dos índices de morte desse grupo”, revelou Ivanise.

A coordenadora do Grupo de Análise de Acidentes da Agetran, Vera Matos destaca que os dados estatísticos apontam para a diminuição de 12% de acidentes fatais se forem considerados os dados de 2011 até 2014. “O balanço é positivo se considerarmos que houve diminuição de 12% na morte de motociclistas e 20% dos ciclistas”, argumentou. Em 2011, 82 motociclistas e 20 ciclistas morreram no trânsito, números que caem em 2014, com 72 mortes de motociclistas e 16 de ciclistas. A Coordenadora salienta que as ações educativas e de mobilização, aliadas a de fiscalização têm contribuído também para mostrar a vulnerabilidade desse grupo no trânsito.

Neste ano, os dados apontam para 24 mortes no trânsito, envolvendo 16 motociclistas, 1 ciclista, 4 pedestres e dois motoristas. De acordo com Ivanise, o trabalho da Agetran na área da educação está voltado para a conscientização. “Ações como o Programa Maio Amarelo, as campanhas educativas e as ações pontuais em empresas e escolas já revelam um saldo positivo e buscamos colher no futuro resultados cada vez melhores com a queda de índices do grupo de vítimas fatais”, declarou.

Paralelo às ações educativas e de sensibilização, a Agetran atua nas ações de fiscalização com blitze realizadas com radar portátil e estático e com atividades pontuais nas vias em horários considerados de maior índice de acidentes e também no fim de semana quando está presente de forma mais expressiva a combinação álcool e velocidade. O chefe do setor de fiscalização da Agetran, Éder Vera Cruz salienta que as fiscalizações rotineiras nos pontos críticos da cidade ajudam muito para modificar a postura do condutor.

Eder relata que com o trabalho dos Agentes de Trânsito, os condutores são alertados quanto ao perigo da conduta desrespeitosa em relação ao Código de Trânsito e são punidos devido às infrações que variam entre a condução de veículos sem os documentos de porte obrigatório; ou por dirigir sem possuir CNH (Carteira Nacional de Habilitação) ou até mesmo por permitir a condução do veículo à pessoa sem CNH. Vamos continuar atuando com rigor porque é importante esse trabalho para salvar vidas e para que as pessoas se conscientizem dos seus atos e das consequências dos mesmos”, completou Éder.

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